O ILHEU

O ILHEU

domingo, 25 de abril de 2010

APETECIA-ME

Chegar ao pé do meu irmão e da minha prima M.
e perguntar se são felizes. Porque eles, tal como eu,
seguem o código da Familia P. ( a minha familia de
quem eu gosto de fazer parte). Só que a familia P.,ou
seque as suas regras e está-se a borrifar para familia,
trabalho e obrigações ou então segue os códigos do
politicamente correcto. E era isso que eu gostava de
saber. Chegar ao meu irmão e perguntar-lhe olhos nos
olhos "És feliz?" Porque ele casou muito novo porque
esperava um filho, porque tem seguido as regras e có-
digos dos P. Mas será feliz? Tudo o que ele tem lutado
e trabalhado tê-lo-á feito feliz? Gostava de lhe perguntar
olhos nos olhos e saber se as coisas valem a pena.
E a minha prima M. ? Já passou por muito. Coisas nunca
faladas. Hoje aparentemente é feliz. Com a sua prole. Mas
será mesmo feliz? Gostava mesmo de ser capaz de lhe
perguntar, mas se não o faço com o meu irmão muito menos
o faria com ela. Porque á coisas que não se dizem. Porque
o caminho é sempre para a frente. Porque as obrigações são
para se cumprirem. E eu tenho medo que a minha filha vá
por esse caminho. Ela só tem de ser Boa Mãe. Mais nada.
Não tem de casar, nem de ter uma familia feliz. Ela só tem
de ser boa Mãe e de SER FELIZ. Não tem de seguir regras
nem tradições, nem nada.
E eu gostava de ter coragem de falar com o meu irmão.
Sobre o ser feliz. Sobre as obrigações.

SEMI - SECRETO

Esta porra de ter um blogue em que quem nos conhece
mete o nariz não vale. Soubesse eu o que sei hoje e o meu
"Blogue do Ilheu" nunca seria do conhecimento de certas
pessoas. Porque não posso escrever o que quero, só escrevo
o politicamento correcto.
Voltemos atrás.
Nunca planifiquei a minha vida. Ou por outra: Sabia que
queria viver no Funchal, trabalhar, ganhar um ordenado
que me permitisse ter uma vida boa, casar ter um ou dois
filhos e pronto.
Derepente mergulhei de cabeça, tronco e membros numa
paixão, deixei as minhas ilhas trabalho e tudo tudo.
Deixei-me levar. Não ditei regras, por medo aceitei tudo o
que me foi dado e o que me foi retirado. Deixei de querer.
Deixei de viver para mim. Vivi em função de outro.
Não soube impor limites. Era ELe e Ele.
Tive momentos bons e outros menos bons.
No meio destes momentos todos um sentimento foi mais forte
que todos. EU QUERIA UM FILHO/FILHA.
Hoje tenho uma filha e uma neta lindas.
Só por isto valeu a pena.
E só por Elas........

SEXTA FEIRA